Gaita-de-Fole:
um instrumento existente em vários países

A
Gaita-de-Fole é um instrumento existente em várias
culturas, em vários países, entre eles, Portugal.
Registros dos séculos XIV ao XIX evidenciam a utilização
da gaita na época do Brasil Colônia (para saber mais,
clique aqui)
É interessante aprender a tocar os variados tipos de Gaitas-de-Fole
existentes.
Mas é importante, também, incentivarmos a nossa
cultura gaiteira brasileira.
Incentive a divulgação e o aprendizado das nossas
gaitas, de herança ibérica !
veja também as páginas

Gaita Transmontana ou Mirandesa
(foto Associação
Gaita-de-Foles - Portugal)
A gaita transmontana é comum em Trás-os-Montes
e Miranda, Norte de Portugal e regiões adjacentes.
Este
instrumento foi tocado
pelas primeiras sociedades luso-brasileiras , como se pode
comprovar em documentos históricos do século
XVIII, como o "Triunfo Eucarístico", ou
o "Áureo Trono Episcopal",que relata a
chegada a Mariana do primeiro Bispo, Dom Frei Manuel da
Cruz.
Outro documento histórico que fala sobre o instrumento
no Brasil é a Carta de Pero Vaz de Caminha.
Hoje em dia a gaita transmontana está sendo recuperada
em Portugal, onde os gaiteiros mais velhos a tocam, despertando
o interesse dos mais jovens e etnógrafos recolhem
informações importantes sobre este instrumento
musical.
Detalhes
interessantes que podem ser mencionados: o entalhe feito
à mão nos tubos de madeira e a capa com estampa
decorativa do fole: uma característica das gaitas
transmontanas.
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Gaita Galega ou Minhota
(construída por Luques - Brasil ).
Além da gaita transmontana, esta Gaita-de-Fole
também é muito próxima de nossa herança
cultural ibero-brasileira.
A gaita galega é oriunda da Galiza (Noroeste da
Espanha), região fronteiriça ao Norte de
Portugal.
Por isso é também conhecida como "portu-galega"
ou "galaico-portuguesa", sendo muito comum nas
terras norte-lusitanas, especialmente no Minho (onde é
conhecida como Gaita Minhota) e na Estremadura (na costa
oeste de Portugal).
As mais antigas eram equipadas de um tubo melódico
(ponteiro), soprete (onde sopra-se o ar) e ronco (sendo
este último um tubo grande, que emite uma nota
pedal e que repousa sobre o ombro do gaiteiro).
As modernas, como a que Luques constrói, é
afinada em 440Hz, possuem escala cromática. A digitação
é aberta, podendo também ser fechada, de
acordo com a preferência e habilidade do músico.
Maiores informações acesse a página
"contato"
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Gaita Delux®
Gaita-de-Fole do Século XVII
Esta gaita feita por Luques foi
construída à partir de uma iconografia do
século XVII, que coincide com a época da
colonização portuguesa no Brasil.
Esta gaita-de-fole possui características
morfológicas e tímbricas próprias,
desenvolvidas por Luques, como as campânulas em
formato de sino no ponteiro (oboé onde se digita
as notas) e no ronco (tubo maior que serve de acompanhamento).
A campânula aberta no ronco do instrumento (que
na gaita galega é mais fechada) proporciona maior
intensidade sonora ao instrumento.
Está afinada em modo menor (tônica em Dó),
que corresponde ao modo mais antigo de afinação,
o que permite tocar melodias medievais como "Totus
Floreo", "Hymnus Apollon", "Tourdion"-
temas tocados atualmente por grupos famosos como "Corvus
Corax" e "In Extremo", entre outros.
Pode-se dizer, portanto, que esta é uma gaita-de-fole
luso-brasileira, segundo os moldes iconográficos
do século XVII.
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"contato"
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Schäferpfeife
Gaita-de-Fole da Alemanha
Instrumento retratado no livro Syntagma Musicum,
de Michael Prätorius, século XVI.
Foi construído por Luques inspirado em tal obra.
Possui dois roncos afinados em Sol, que é a tônica
do ponteiro (oboé melódico). As mais antigas,
segundo descrição de Prätorius, soavam
em Fá.
Esta gaita foi desenvolvida por Luques para soar em alta
potência sonora. Afinada em 440Hz e com escala cromática.
Em sonoridade, assemelha-se muito com a "cornemuse
du centre francesa". A diferença está
na sua morfologia, com roncos paralelos projetados para
o alto ou para frente- de acordo com a preferência
do músico- enquanto que na gaita francesa o ronco
menor é paralelo ao ponteiro e apenas o maior é
voltado para o alto ou à frente.
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Odrecillo - Espanha
(construída por Luques - Brasil ).
Gaita Medieval do Século XIII reconstruída
por Luques e outros luthiers europeus. Sua reconstrução
foi feita à partir de uma iconografia do cancioneiro
medieval "Cantigas de Santa Maria", da Côrte
do Rei espanhol Alfonso X, o Sábio.
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Gaita-de-Bambu
(construída por Luques - Brasil )
Esta Gaita-de-Fole é um instrumento muito antigo,
secular. Era feita com caniços.
Há registros históricos romanos que fazem
referência ao que seria possivelmente este instrumento
musical.
Pesquisas indicam que era construída por pastores
pobres que não possuiam muitas ferramentas para o
seu fabrico.
Usavam, então, os materiais que estavam disponívies
nas regiões rurais, como caniços e couro de
cabra.
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Säckpipa
Escandinava - Suécia
(construída por Luques - Brasil
).
Existem gravuras e esculturas na Escandinávia, principalmente
em igrejas, que servem de testemunho da passagem da gaita-de-fole
pela Suécia. Porém, dos vários modelos
que parecem ter sido populares no país, apenas um
sobreviveu: a Säckpipa (pronuncia-se "siécpiipa").
Seu som é suave e doce. Pode ser considerada como
um instrumento de câmara, podendo também ser
tocada em ambientes abertos pois seu volume de som é
intermediário, isto é, nem muito baixo, nem
muito alto, assemelhando-se, em termos de volume, à
um violino ou harmônica tocada fortemente.
Talvez pela forte influência dos países do
leste europeu na região (países estes que,
por sua vez, foram influenciados pela cultura árabe
devido o domínio otomano), o som da säckpipa
lembra muito o das gaitas-de-fole encontradas no leste europeu,
como a Dzhura Búlgara e a Latvia Duda da Letônia.
Trecho de música do grupo Hedningarna
tocado por Luques - clique
aqui (Mp3
- 713kb)
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Grosser Bock
(construída por Luques - Brasil)
O artista Michael Prätorius no século XVII
deixou como referência dos instrumentos musicais
tocados na Alemanha da época um documento, ilustrado
por ele mesmo, intitulado "Syntagma Musicum"
entre 1618 e 1619.
Baseando-se nele, Luques e alguns luthiers europeus reconstruíram
uma das Gaitas-de-Fole retratas no referido documento.
Alguns a chamam de "Prätorius Bock", mas
também é conhecida como "Grosser Bock"
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Dürer - Alemanha
(construída por Luques - Brasil)
modelo feito por Thorsten-Alemanha
Gaita-de-Fole germânica.
Foi reconstruída por alguns luthiers da Alemanha
através de iconografias de Albretch Dürer, que
retratavam a vida da sociedade européia do século
XVI.
Em várias de suas ilustrações a gaita-de-fole
foi retratada como um instrumento musical que teve grande
popularidade na Alemanha, principalmente entre o povo humilde
camponês.
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Dzhura Gaida - Bulgária
(construída por Luques - Brasil)
Gaita-de-Fole do Leste Europeu. É originária
da Bulgária mas também pode ser encontrada
em países vizinhos. No entanto, há pequenas
diferenças tímbricas entre gaidas de diversas
regiões do país. As de Strandja (comumente
em Sol) parecem ser mais agudas em relação
à outras, como a Kaba gaida, por exemplo.
Para ouvir o som deste instrumento,
Gaida em Sol: clique
aqui (Mp3 - 550kb)
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Dudey - Alemanha
(construída por Luques - Brasil, segundo modelo de
Markus, Alemanha)
A hümmelchen pertence a um grupo de gaitas-de-fole
classificada como "small pipe" (pequena gaita),
assim como algumas encontradas na Northumbria e França..
Esta classificação não se deve somente
ao seu tamanho e sim ao som que produz, que é baixo
em comparação à outras Gaitas-de-Fole.
Equivale, mais ou menos, à uma flauta-doce tocada
fortemente, talvez um pouco mais alto. Seu som é
extremamente doce e suave. Como tem volume de som baixo-intermediário
é indicada para ser tocada em ambientes fechados
e/ou acompanhada de outros instrumentos musicais que emitam
som de baixo volume.
Ela é uma reconstrução dos instrumentos
musicais descritos no livro de Michael Prätorius,
do século XVI.
Na referida obra é descrita como sendo equipada
de 2 bordões (roncos).
No entanto, alguns modelos mais modernos podem ser equipados
de até 3 bordões (foto acima) o que seria
uma hümmelchen seguindo o modelo "dudey",
que é uma outra gaita também descrita na
referida obra de Prätorius.
Para ouvir o som deste instrumento sendo tocado
com os 3 bordões clique
aqui (Mp3 - 457kb)
Video clique aqui
(wmv-1.04Mb)
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Torupill -
Estônia
(construída por Luques - Brasil)
Tal instrumento era construído, antigamente, com
a utilização do estômago da foca.
Por tal motivo, o ronco ficava apontado para baixo, pois
este era amarrado na abertura na região onde seria
o duodeno do animal.
Em sonoridade, assemelha-se com algumas gaitas-de-fole
do leste europeu, como a säckpipa, por exemplo.
Sofreu algumas alterações na sua escala
original para assemelhar-se com a escala Ocidental.
Para ouvir o som deste instrumento
clique
aqui (Mp3 - 414kb)
Trecho de uma música francesa da região
de Gascogna.
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Volynka
Gaita-de-Fole da Bielorussia
Este instrumento, assim como as demais Gaitas-de-Fole, há
muitos séculos foi tocada por pastores. Há
modelos que usam nos tubos sonoros chifres de carneiro.
Alguns dizem que na época da União Soviética
o uso de tal instrumento era visto com maus olhos, como
forma de inibir a cultura daquele povo, por parte dos russos.
Atualmente está havendo um revivamento por entusiastas
e o instrumento está sendo tocado não só
pelos mais antigos mas, principalmente, pelos mais jovens,
ao ponto de utilizá-lo em bandas de rock, por exemplo.
Para ouvir o som deste instrumentos, clique
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Gaitas-de-Fole que Luques
já construiu no Brasil:
* Gaita Galega ou Minhota (tocada em Portugal e Espanha)
* Gaita Transmontana ou Mirandesa (Portugal)
* Schäferpfeife Alemã
* Gaita Portuguesa- século XVII
* Gaita de Bambu
* Grosser Bock Alemã
* Säckpipa Sueca
* Odrecillo Medieval Espanhol
* Dürer Alemã
* Dzhura Gaida Búlgara
* Dudey de 3 bordões
Alemã
* Hümmelchen de dois bordões Alemã
* Mittelalterliche Sackpfeifen Alemã (Gaita Medieval)
* Great Highland Bagpipe Escocesa
* Torupill da Estônia
* Volynka da Bielorussia
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